Comentários da Lição da Escola Sabatina

1 E 2 Coríntios

Terceiro Trimestre de 2026


Lição 4 – Pecado na Igreja

Destaques do Pastor Eber Nunes #?lesadv

Entender o que é o pecado é diferente de querer entender sua origem, afinal estamos habituados a relacionamentos de causa/efeito, mas o pecado não tem uma causa; simplesmente, não há qualquer razão para a sua existência. Paulo qualifica o seu surgimento como “o mistério da iniquidade” (2Ts 2:7). Ellen White declarou: “O pecado é um mistério, uma coisa inexplicável. Não há razão para sua existência... A razão de sua origem ou desenvolvimento nunca foi explicada e nunca será, mesmo quando chegar o grande dia do julgamento, quando o juízo for estabelecido e os livros forem abertos” (The Truth About Angels, CDROOM, 1996, 296).

A origem do pecado permanece um mistério, mas sua realidade e seus efeitos são claros o suficiente para que desejemos nos afastar dele:

• “Só foi uma vez”, disse alguém quando pecou. Cuidado! Apenas uma vez é o bastante para destruir nossa família e a nossa integridade;

• O pecado sempre nos leva mais longe do que nós queremos ir, nos retém no mais tempo do que desejávamos ficar e nos cobra mais caro do que planejávamos pagar;

• Existe pecado perdoado, mas não existe pecado sem consequências;

• Mais cedo ou mais tarde o pecado manda a conta para pagar. Pagamos em suaves prestações ou à vista, mas pagamos;

• Se o pecado derrubou Sansão, o homem mais forte; Salomão, o mais sábio; Davi, o homem segundo o coração de Deus. É melhor não nos sentirmos tão seguros;

• “Precisamos de pregadores que preguem que o inferno ainda é quente, o céu ainda é real, o pecado ainda está errado e a Bíblia ainda é a Palavra de Deus” (AW Tozer).

Em vez de confrontar o pecado, a igreja de Corinto estava se orgulhando dele.

Incoerência entre fé e prática

“Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai” (1Co 5:1).

• O tempo presente do verbo “possuir” enfatiza a ação contínua. Eles estavam vivendo como marido e mulher sem estarem casados;

• A terminologia grega usada para descrever a “mulher de seu próprio pai” sugere que ela não era mãe biológica do homem em questão;

• Sob a lei levítica, a punição para esta situação seria o apedrejamento (Lv 18:7 e 8);

• A lei romana também considerava esse relacionamento ilegal;

• Essa situação, como era de se esperar, se tornou um escândalo público.

Por que é que Paulo denunciou o homem e não a mulher?

• Paulo não está censurando essa mulher porque ela não era membro da igreja;

• A igreja não tem jurisdição sobre aqueles que não fazem parte da família da fé;

• Disciplina é para os membros da igreja. “Os de fora, porém, Deus os julgará” (1Co 5:13).

“Contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?” (1Co 5:2).

• O que mais chocou Paulo foi a indiferença da igreja de Corinto diante dessa situação;

• Nem mesmo a sociedade frouxa e permissiva de Corinto aprovava esse pecado de incesto;

• Paulo corrigiu não apenas o homem imoral, mas também a igreja, por sua evidente incoerência entre fé e prática.

Alguns estudiosos sugerem que a pessoa envolvida neste tipo de imoralidade sexual devia ser muito influente ou rica, o que teria inibido os membros da igreja a agirem como deveriam ter agido.

Lidando com escândalos

“Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor, entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo” (1ª Co 5:1).

Sempre que a igreja tem uma visão equivocada do pecado, ela falha na aplicação da disciplina. Paulo destaca 4 atitudes erradas em relação ao pecado:

1- Fazer concessão a ele;

2- Não lamentar ou mesmo sofrer por ele;

3- Ficar ensoberbecido com ele;

4- Não aplicar a disciplina bíblica ao pecado aberto. Onde não há correção nem disciplina, não há amor responsável. João Calvino chegou a dizer que uma das marcas da verdadeira igreja é a correta aplicação da disciplina bíblica.

Qual é o perigo do pecado aberto na igreja?

1- Contaminação interna;

2- Perda da santidade;

3- Perda da força no testemunho da igreja.

Há 2 extremos perigosos quanto à questão da disciplina na igreja: Ela ser tratada com displicência ou com rigor desmesurado, além disso, a igreja precisa entender que:

1- A disciplina é um ato imperativo, não é uma opção;

2- A disciplina é um ato coletivo. A disciplina não pode ser apenas um ato da liderança, ela deve ser de toda a comunidade;

3- A disciplina é um ato restritivo e preventivo. A igreja de Corinto estava dividida quando deveria estar unida; e estava unida quando deveria estar dividida. Assim como o fermento, o pecado também vai penetrando, se enraizando. Uma laranja podre num saco de laranjas saudáveis pode apodrecê-las todas. Contudo, as laranjas saudáveis não poderão restaurar a laranja apodrecida. Se a questão do pecado não for tratada de maneira correta, esse pecado vai contaminar e fermentar toda a igreja (Rm 7:13).

“Nem mesmo comam com alguém assim” (1Co 5: 9 e 11).

• No mundo antigo, partilhar uma refeição podia significar partilhar valores. Somos todos suscetíveis às influências ao nosso redor e precisamos nos proteger, especialmente em casos assim. Paulo é categórico em ordenar os crentes a se afastarem daqueles que estão dentro da igreja, e ao mesmo tempo querem viver uma vida em pecado aberto.

4- A disciplina é um ato de juízo. A disciplina é um ato seríssimo, grave, e que se deve ser aplicada com cautela. A igreja deve julgar o pecado aberto, não as intenções. Disciplina tem que ver com fatos, não com boatos.

“Entregue a Satanás para a destruição da carne” (1ª Co 5:1).

• A igreja é onde predomina o governo de Deus. O mundo é o reino de Satanás;

• Quando uma pessoa entra na comunhão da igreja, ela entra no reino, nasce de novo, nasce de cima, nasce do Espírito. E o que acontece? A partir daí, ela está debaixo do governo de Cristo e das bênçãos do pacto de Deus. Ela está numa cidade refúgio, protegida de muitos males aleivosos de Satanás. A igreja é uma grande protetora da nossa vida! Pertencer à igreja é uma bênção. A igreja é protetora.

5- A disciplina tem como objetivo a restauração (2Co 2:6-8). A disciplina precisa ser aplicada, acompanhada e concluída com lágrimas. Somos chamados para odiar o pecado e não o pecador.

O membro faltoso perde a salvação com a disciplina?

• A igreja não administra a salvação;

• O propósito da disciplina não é a condenação do membro, mas sua restauração.

Protegendo a identidade da igreja

“Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante os santos?” (1Co 6:1).

• Após tratar a negligência da igreja em relação à disciplina de um pecado aberto do âmbito sexual, Paulo passa a tratar algumas contendas interpessoais que resultaram em processos legais na igreja;

• Há tensões e contendas entre as nações, famílias (Caim e Abel, Esaú e Jacó), e na igreja (Paulo e Barnabé, Evódia e Síntique). Alguém já disse que a igreja é uma fábrica de reciclagem de lixo, onde Deus está trabalhando. Deus está transformando gente complicada, torta, e doente existencialmente, em gente santa;

• A situação na igreja de Corinto estava tão grave que eles estavam arrastando os próprios irmãos para os tribunais do mundo, para julgar suas causas internas e domésticas de maneira secular;

• Esse texto não coloca em dúvida a idoneidade moral dos tribunais do mundo nem o caráter dos seus juízes, mas o fato da igreja levar seus problemas internos, que não são crimes, para os tribunais de fora da igreja;

• Quando a igreja de Corinto se colocou numa posição de ré para ser julgada pelo mundo, ela inverteu os papéis. A igreja não estava entendendo que ela fora colocada por Deus numa posição para julgar o mundo, e para julgar os anjos caídos. A igreja de Corinto não estava tomando posse da alta posição que ocupava em Cristo. Essa atitude a envergonhava;

• Ir a juízo contra um irmão é incorrer em completa derrota, seja qual for o resultado do processo legal. Obter a vitória no veredicto pouco significa. Já se perdeu a causa. O dano é ao corpo de Cristo e não aos estranhos.

Conselhos de Paulo:

1- Evitar contendas a qualquer custo;

2- Caso surjam contendas dentro da igreja, elas não devem ser levadas para tribunais fora da igreja;

3- Buscar dentro da igreja a solução do problema por meio de um sábio aconselhamento;

4- Se dispor a sofrer o dano. A proposta de Paulo não está focada no direito e na justiça, mas no exercício do perdão e da misericórdia. A nossa atitude é dar a outra face, andar a 2ª milha e dar também a capa (Mt 5:38-42). Viver bem com as pessoas quando elas nos tratam bem não é muita coisa. Deus espera de nós reação transcendental.

Sofrer o dano é melhor do que ganhar uma causa e envergonhar o nome do evangelho.

Antídoto contra a imoralidade sexual

Dos processos legais, Paulo volta a tratar problemas no âmbito sexual. Em 1º Coríntios 6:9-11, Paulo lista atitudes e práticas, relacionadas à sexualidade:

• “Impuros”, palavra que descreve toda a sorte de pecados sexuais;

• “Adúlteros”, a ideia é daquela pessoa que é infiel ao cônjuge;

• “Efeminado”, a parte passiva numa relação homossexual;

• “Sodomita”, a parte ativa numa relação homossexual.

Duas premissas sustentavam a permissividade dos coríntios (1ª Co 6:12,13).

1- “Todas as coisas me são lícitas” (1ª Co 6:12). Na cidade de Corinto defendia-se uma liberdade total, irrestrita e incondicional. Eles estavam transformando a liberdade em libertinagem. A lei que regia a vida deles era: É proibido proibir;

2- “O alimento é para o estômago assim como o sexo é para o corpo” (1Co 6:13). Os coríntios pensavam que assim como o apetite é natural e o corpo precisa de alimento, também o sexo era um desejo natural e precisava ser satisfeito. Para eles, uma pessoa não podia reprimir seus apetites sexuais. Porém, o corpo é para o Senhor e não para a prostituição. Paulo ensina que o sexo é uma bênção, mas pode se tornar uma maldição, ele é uma bênção dentro do casamento, e um sério problema fora dele.

O corpo para a filosofia grega:

• A filosofia grega não dava nenhum valor ao corpo. O corpo era apenas a prisão da alma. Por isso, os gregos pensavam que tudo aquilo que você faz com o corpo não conta.

O corpo para Deus:

• Paulo diz também que Jesus Cristo comprou e remiu o nosso corpo (6.15-18);

• O Espírito Santo habita nesse corpo.

Nesse contexto, Paulo dá dois conselhos para a igreja:

1- “Fugi da impureza” (1Cor 6:18). O verbo está no presente contínuo. É um ato contínuo. Precisamos fugir sempre da impureza. Em relação a tentações sexuais, a Bíblia nunca nos manda resistir, mas fugir. Ser forte é fugir. É um engano pensar que conhecemos nossos limites e sabemos até onde podemos ir e quando devemos parar. A mesma Bíblia que nos manda resistir ao diabo, nos manda fugir da impureza. O conselho de Paulo é: Não queira ser forte. Reconheça a sua fragilidade e vá embora. Não brinque com essa situação. Fuja! A única atitude segura em relação ao sexo é fugir. Não fique paquerando a tentação. O interessante é que o verbo usado por Paulo para fugir está no presente contínuo. É um ato contínuo. Fuja hoje, fuja amanhã, fuja o mês que vem, fuja o ano que vem. Faça como José do Egito. A mulher falava para ele todo dia: “Deita-te comigo” (Gn 39:7). No dia seguinte ela repetia: “Deita-te comigo.” No mês seguinte ela voltava e dizia-lhe: “Deita-te comigo”. No ano seguinte, a mesma ladainha: “Deita-te comigo”. Porém, José fugiu da sedução da sua patroa, dizendo-lhe sempre a mesma coisa: “Não! Não! Não!”;

2- “Glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6:20).

Como vencer pecados sexuais:

• Mantenha distância;

• Nunca minimize a tentação. Tem-se dito que, pelo menos uma vez na vida, todos nós seremos ten¬tados no âmbito sexual. Não acredite na ideia de que quanto mais espiritu¬al for uma pessoa, menos tentações ela enfrentará;

• Resista no início;

• Assuma a responsabilidade por suas decisões;

• Mantenha a atenção. A maioria dos casos de infidelidade começa na proximidade. A aventura começa com um relacionamento de amizade no trabalho. As pessoas en¬volvidas sentem admiração mútua, uma espécie de amor platônico;

• Pense nas consequências;

• Pense em fugir da tentação não como correr de algo ruim, mas como correr para algo melhor.

Casados e solteiros

“É bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1Co 7: 1 e 2).

• A igreja de Corinto era uma igreja nova. Algumas pessoas se converteram ao evangelho depois de casadas. De repente, apenas a mulher se converteu e o marido permaneceu incrédulo ou apenas o marido se converteu e a mulher permaneceu incrédula. Essa é a problemática que Paulo está tratando. Algumas situações eram novas e Jesus não as havia abordado nos evangelhos;

• 1ª Coríntios 7 é a mais longa discussão sobre sexualidade e assuntos correlatos em todas as cartas de Paulo, mas ele não esgotou o seu ensino sobre este tema neste capítulo;

• Paulo respondia a questões específicas da igreja de Corinto (algumas declarações podem dar a impressão de que ele desvalorizava o casamento, o que não é verdade, 1ª Tm 4:1-3; 5:14; Hb 13:4);

• Há no capítulo uma distinção entre o que Cristo ensinou e o que Paulo está ensinando. O que Cristo ensinou Paulo não vai tratar novamente, pois, o assunto já está decidido. Porém, aquilo que Jesus não ensinou, ele vai tratar, dando orientação apostólica e inspirada para a igreja. Não existe conflito entre Cristo e Paulo. Paulo tinha de lidar com algumas perguntas que Jesus não havia tratado e se a pergunta dos coríntios contemplava um tema que Jesus não tinha abordado, Paulo respondia à igreja com autoridade apostólica. Os assuntos que Jesus tratou sobre casamento e divórcio estão registrados em Mateus 5:31 e 32, Mateus 19:1 a 12; Marcos 10:1 a 12 e Lucas 16:18;

• Paulo se dirige aos cristãos casados com cristãos (1Co 7:1-11); aos cristãos casados com não-cristãos (1ª Co 7:12-24) e aos cristãos não-casados (1ª Co 7:25-40);

• Paulo aborda a pureza do casamento (1Co 7:1-9) e a duração do casamento (1Co 7:10 e 11);

• Ele disse que o celibato é bom, mas não é compulsório. O celibato é permitido, mas não ordenado. Nem todos têm o dom do celibato (1Co 7:7-9). O celibato compulsório não tem base bíblica.

“O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido” (1Co 7:3).

• O imperativo presente “conceda” indica o dever habitual. Paulo está falando do relacionamento sexual;

• A mesma Bíblia que condena o sexo antes do casamento, a fornicação, o sexo fora do casamento, e o adultério, está dizendo que a ausência de sexo no casamento não deve ser praticada salvo por consentimento entre o casal e por um tempo;

• Paulo define que o sexo é um direito do cônjuge, um direito legítimo.

“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (1Co 7:5).

• Usar o sexo como uma arma para chantagear o cônjuge está em desacordo com o ensino da Palavra de Deus;

• Dentro da normalidade do casamento, a relação sexual precisa existir;

• Quando um casal brinca com essa arma do sexo no casamento e chantageia o cônjuge, privando-o da satisfação a que tem direito, Satanás entra nessa história para colocar uma 3ª pessoa ou a pornografia e destruir com o casamento;

• Li certa feita que houve uma greve dos garis em Nova York, a capital mundial do consumo. Depois de vários dias sem o recolhimento do lixo, a cidade ficou suja e emporcalhada. Um homem teve uma ideia para se desvencilhar do lixo da sua casa. Colocou todo o lixo dentro de uma caixa, cobriu-a com um belo papel de presente, e estrategicamente, deixou a caixa dentro do porta-malas aberto do seu carro numa ruma movimentada. Várias pessoas passavam e olhavam para a caixa com cobiça. Até que chegou um espertalhão e pegou a caixa e saiu correndo com ela, levando-a para casa. Quando abriu a caixa, ela estava cheia de lixo. Há muitas pessoas levando lixo para dentro de casa. Lixo cheira mal, deixa o ambiente desagradável e produz doenças;

• A Bíblia diz que o sexo é bom e prazeroso, mas também diz que ele precisa ser puro e santo.

E o que fazer se a pessoa estiver arrependida de ter casado?

• Paulo reafirma o ensino de Jesus de que o divórcio só é legítimo e permitido para o cônjuge que foi vítima da infidelidade conjugal de seu parceiro (Mt 19:9). O ensino bíblico é que: “O que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19:6);

• É um ato de desobediência um cristão casar-se com um incrédulo. Mas se a pessoa se torna cristã depois de ter se casado, ela não pode usar esse acontecimento como base para separação. A conversão não altera as nossas obrigações sociais;

• “Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente” (1ª Co 7:14). Um motivo para investir no casamento é a possibilidade da conversão do cônjuge incrédulo;

• Há casos em que o cônjuge incrédulo se recusa terminantemente a conviver com o cônjuge crente. Caso o cônjuge incrédulo tome a iniciativa de abandonar definitivamente o cônjuge crente, o cônjuge crente terá que aceitar, isso não quer dizer que ele está livre para um novo casamento.

“E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo” (1ª Co 7:8).

• Paulo parece ter uma predileção pelo celibato em relação ao casamento, mas isso tinha que ver com o contexto em que ele estava vivendo;

• Paulo está mostrando que o clima prenunciava um tempo de guerra e essa guerra estava chegando e de fato, no ano 70 d.C., quando Tito Vespasiano entrou em Jerusalém e quebrou os seus muros, seus soldados rasgaram as entranhas das grávidas com a espada. As mulheres grávidas não podiam correr para se livrarem. Paulo estava dizendo que quem é casado numa hora de tribulação, de guerra, de perseguição, de fuga, sofre terrivelmente;

• Neste contexto, Paulo tem algumas recomendações:

1- Se você está solteiro, fique solteiro; se você está casado não saia do casamento (1Co 7:26);

2- Se você se casar esteja prevenido para o fato de que vai sofrer angústia na carne (1Co 7:28);

3- Você vai ter preocupações adicionais se você se casar (1Co 7:32);

4- Você vai estar com o coração e o tempo divididos se você se casar (1Co 7:34). O coração do casado está fragmentado. O cônjuge tem de cuidar das coisas do mundo de como agradar a esposa e de como agradar o marido. E ele não vai ter tempo integral para cuidar das coisas do Senhor num tempo de perseguição e de fuga.

Conclusão:

A cidade de Corinto era cheia de vários partidos e profundamente promíscua. Paulo exorta a igreja sobre essas questões usando 7 vezes a expressão: “Não sabeis” (1Co 5:6; 6:2, 3, 9, 15, 16, 19). Todas exigem uma resposta afirmativa e enfática, algo como: “É claro que sim!”. Os crentes estavam sendo influenciados pela cosmovisão daqueles que viviam fora da igreja, e deveria ser o contrário.

Louvo a Deus pelas maravilhosas lições que podemos aprender de Sua Palavra e é por isso que sou apaixonado pela Escola Sabatina! #lesadv


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