Lição 4 – A importância da Bíblia
Destaques do Pastor Eber Nunes #?lesadv
Veja: 129 milhões, 864 mil, 880. De acordo com uma pesquisa da plataforma Google Books, esse seria o número de livros publicados ao longo da história. De todos eles, a Bíblia se destaca por ser o livro mais vendido e, pasme, o mais roubado. Embora não vejamos na rua 2 indivíduos chegando em uma moto e dizendo: “Perdeu, perdeu, passa a Bíblia!”, pesquisas mostraram que ela é o livro mais roubado em livrarias e bibliotecas nos Estados Unidos e na África do Sul;
Uma pesquisa das Sociedades Bíblicas Unidas concluiu que cerca de 2,5 bilhões de cópias da Bíblia foram impressas entre 1815 e 1975. Porém, mais recentemente, o Guinness Book publicou que esse número subiu para 6 bilhões;
A Bíblia está disponível, em sua versão completa ou parcial, em 3.658 línguas e dialetos, cobrindo 97,4% da população mundial. Cerca de 20 milhões de unidades são comercializadas a cada ano, o que equivale a 38 Bíblias vendidas por minuto, e os Gideões Internacionais, um grupo de profissionais e empresários dedicados a evangelizar por meio da distribuição da Bíblia, doam 80 milhões de exemplares anualmente;
Imagine agora se a Bíblia nunca houvesse existido? Como seria? James Kennedy e Jerry Newcombe tentaram responder a essas questões no livro “E se a Bíblia Nunca Tivesse Sido Escrita?”, eles concluíram que praticamente todos os grandes exploradores, cientistas, escritores, artistas, políticos e educadores do Ocidente foram tão influenciados por esse livro que, sem ele, suas contribuições não teriam ocorrido;
Certa vez, um antropólogo descrente estava entrevistando o missionário Kata Ragoso, das Ilhas Salomão. Em uma de suas perguntas, ele insinuou o que o nativo achava de ter sua cultura terrivelmente modificada por esse “livro de brancos”. Seria algo para agradecer? “Se é para agradecer, não sei”, respondeu Ragoso, “mas para você deveria ser, caso contrário, eu o estaria cozinhando agora, conforme o costume de meus ancestrais que praticavam canibalismo!”
Como seria sua vida se você não conhecesse a Bíblia?
Nenhum livro foi mais revolucionário em toda a história. Nenhuma obra mudou tantas vidas e, ao mesmo tempo, atraiu tantos inimigos. A Bíblia mudou o mundo porque conta a história Daquele que salvou o mundo;
“Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se veem nesses tempos” (CC, 90).
Para crescer no relacionamento com Deus, devemos dedicar tempo de qualidade todos os dias para estar com Ele, orando e lendo Sua Palavra inspirada.
A arma mais poderosa
Você já percebeu que quando você pretende dedicar parte do seu tempo para ler a Palavra de Deus, todo tipo de distração começa a acontecer? Você pode pegar uma revista e ler todas as páginas dela e não vai acontecer nada. Ninguém te liga e nada te perturba. Mas quando você diz: “Eu vou ler a Bíblia”, o celular não para de receber mensagens, as crianças não param de gritar, o cachorro late por qualquer coisa, e por aí vai. Tudo isso acontece porque existe uma batalha espiritual para que não nos aproximemos de Deus. Satanás não quer que leiamos a Bíblia, porque a Bíblia é a arma que nos dá vitória contra ele.
Jesus usou a Bíblia para vencer as tentações de Satanás (Mt 4);
No Apocalipse, Jesus aparece montado num cavalo branco e uma espada afiada sai da sua boca e lhe permite destruir seus inimigos (Ap 19:11-16);
“Satanás usa todos os meios possíveis para impedir os seres humanos de obter conhecimento da Bíblia, pois os claros ensinos dela desmascaram seus enganos” (GC, 494).
“Vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6:13-17);
A Bíblia é a única arma de ataque da armadura de Deus;
A couraça e o capacete são para a proteção;
Os sapatos ajudam o soldado a caminhar no terreno de batalha;
O escudo protege dos ataques do inimigo;
A espada é para causar danos! Por isso devemos afiar a nossa espada. Ou seja, devemos estudar a Palavra de Deus profundamente, não apenas para obter conhecimento, mas para que não sejamos enganados pelo diabo. Quando lemos a Bíblia com o coração aberto, ela nos transforma por dentro e nos liberta de toda prisão na alma. Certa vez Charles Spurgeon disse: “A Bíblia que está caindo aos pedaços geralmente pertence a alguém que não está”. Ou seja, a pessoa que medita na Bíblia dia e noite, tem uma vida vitoriosa e bem guardada pelo Senhor! As dificuldades desse mundo nunca poderão destruir aqueles que estão firmados na Palavra;
Nunca poderemos vencer as batalhas de Deus sem o Livro de Deus.
A modernidade que veio prometendo tempo livre nos enganou porque tempo livre é o que menos temos. Há uma história imaginária que parece descrever bem esse momento: Satanás convocou uma convenção mundial. Na abertura, ele se dirigiu a seus anjos e disse: - Não podemos impedir que os cristãos de ir à igreja. Não podemos impedi-los de ler suas Bíblias e conhecer a verdade. Não podemos impedi-los de ter seus valores conservadores. Mas podemos fazer algo mais. Podemos impedi-los de ter uma experiência íntima e constante com Cristo. Se eles conseguirem essa conexão com Jesus, nosso poder sobre eles será desfeito. Assim, os deixem ir à igreja. Deixem que mantenham seu estilo de vida conservador, mas roubem-lhes o tempo para que não obtenham essa experiência com Jesus. É isso que quero que vocês façam, anjos. Distraiam-nos para que não fiquem ligados a seu Salvador e mantenham essa ligação vital durante o dia todo! Como faremos isso? bradaram seus anjos. Mantenham-nos ocupados com coisas não essenciais da vida e inventem variados esquemas para ocupar-lhes a mente, ele respondeu. Tentem-nos a gastar, gastar, gastar, e então pedir emprestado, pedir emprestado, pedir emprestado. Convençam-nos a trabalharem 6 ou 7 dias por semana, 10 a 12 horas por dia, a fim de poderem manter seu estilo de vida. Façam com que não tenham tempo de ficar com filhos. À medida que sua família se desmorona, seu lar não oferecerá escape às pressões do trabalho. Superestimulem sua mente para que eles não consigam ouvir aquela suave e sussurrante voz. Martelem suas mentes com notícias 24 horas por dia. Invadam o tempo em que estão guiando com outdoors publicitários. Inundem sua caixa de correio com correspondência inútil, catálogos postais, e todo tipo de cartas e ofertas promocionais, oferecendo produtos gratuitos, serviços e falsas esperanças. Que eles se envolvam na salvação das pessoas, mas encham sua vida com tantas boas causas que não tenham tempo para buscar poder de Jesus.
“Parece estar-se apoderando do mundo, em muitos sentidos, uma intensidade qual nunca antes se viu. Nos divertimentos, no ganhar dinheiro, nas lutas pelo poderio, na própria luta pela existência, há uma força terrível que absorve o corpo, o espírito e a alma. Em meio dessa corrida louca, Deus fala” (ED, 160). Deus está falando, mas será que temos parado para ouvir? Na Bíblia temos 254 referências ao ouvir. É importante ouvirmos a Palavra de Deus.
A autoridade das Escrituras
“Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm 3:16).
Até mesmo as partes que não nos agradam foram inspiradas;
O termo grego usado pelo apóstolo para a palavra traduzida por “inspirada” é ‘theopneustos’, que é a junção de duas palavras gregas theos (Deus) e pneustos (sopro ou vento), portanto a tradução do termo deveria ser “soprado por Deus”, a palavra ‘inspirada’ não ajuda na compreensão do sentido original. A ideia do autor era dizer que Deus soprou a ‘informação’ para o profeta e não esse inspirou de Deus. Porém, vale ressaltar que no mundo cristão tornou-se comum dizer ou escrever “inspirado”, porém com a ideia de “divinamente soprado”. O texto pode ser mais bem traduzido assim: “Toda a Escritura é soprada por Deus” ou “expirada por Deus”, indicando que toda a Escritura foi trazida à existência pelo sopro divino. Assim, a Escritura se originou na mente de Deus e foi comunicada pelo sopro de Deus, ou pelo Seu Espírito. Ela é, no verdadeiro sentido do termo, “a Palavra de Deus”, porque Deus a falou. É como os profetas costumavam dizer: “A boca do Senhor o disse” (Is 1:20; Mq 4:4);
A Bíblia é um livro divino, mas evidentemente ele não caiu pronto do céu. Para que a Bíblia se concretizasse, o Espírito Santo Se serviu de instrumentos que eram humanos e que conservavam a respectiva personalidade, o caráter, talento e gênio, os hábitos intelectuais e poderes de estilo. Deus não violentou nem destruiu as faculdades daqueles que deviam formular a Sua mensagem. O escritor continuava sendo homem, com seu modo de ser, sua linguagem própria, seu próprio estilo;
“Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou nas suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. As palavras, porém recebem o cunho da mente individual” (ME, Vl. 1, 21);
Muitas pessoas ousam determinar no conteúdo das Escrituras para o que é e o que não é inspirado. Desta forma, os escritos revelados por Deus passam a ser interpretados de acordo com a imaginação e preferência pessoal e, como resultado, a verdade é distorcida;
De acordo com a própria Bíblia, ela é a Palavra de Deus, e não apenas contém a Palavra de Deus (2Rs 21:10; 2Cr 36:15, 16; Mt 4:4; 1Ts 2:13; Hb 1:5-13);
A Bíblia tem autoridade porque é divinamente inspirada (2Tm 3:16, 17). Até Jesus recorreu à autoridade das Escrituras para subscrever o que ensinava: “Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7:38).
Duvidar do que Deus disse, ou relativizar a palavra divina, é um problema desde o Éden, com a serpente: “É assim que Deus disse [...]?” (Gn 3:1). Ao questionar o que Deus disse, a serpente pode ser considerada o primeiro exemplo de teologia liberal da história. Hoje, esse problema se manifesta de duas formas diferentes:
A rejeição total da autoridade da Bíblia, como fazem os críticos e os incrédulos. Para eles, a Bíblia não tem nada de especial, é apenas um livro como qualquer outro, uma produção humana cheia de erros e contradições;
O rebaixamento da autoridade da Bíblia, igualando-a, ou submetendo-a, à razão, à ciência, à tradição ou a qualquer outra autoridade. Nesse caso, a Bíblia divide o palco com outras fontes de autoridade. Muitos supostos cristãos adotam essa postura.
O resultado dessas duas posturas é o mesmo: a inaceitável alteração da autoridade da Bíblia. Por isso, é importante manter a crença na autoridade exclusiva da Bíblia em matéria de fé e prática. As teologias contextuais em geral (feminista, negra, queer, etc), esvaziam a autoridade bíblica, exaltando a razão, a cultura e a opinião humana. No final das contas, fazem eco ao questionamento da serpente (“foi isso mesmo o que Deus disse?”), e, em vez de ouvir a voz de Deus, ouvem suas próprias vozes nas páginas da Bíblia.
Os adventistas reconhecem a Bíblia como “última e definitiva autoridade sobre o que é verdade”, e “sustentam a posição protestante de que a Bíblia e somente a Bíblia é a única regra de fé e prática para os cristãos”.
A verdade bíblica
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).
Recentemente, a sociedade tem vivido sob forte influência do relativismo, onde o que importa é a “opinião de cada um e ninguém tem nada a ver com isto”. As pessoas até ouvem as opiniões alheias, mas acabam deixando prevalecer a sua própria. Um dos objetivos finais do relativismo é dizer que não existem verdades absolutas, cada um tem sua própria verdade. Mas pense comigo, se “não existe verdade absoluta”, então esta própria afirmativa também não é absoluta. Então, dizer que toda verdade é relativa é uma falácia, um sofisma, ou seja, não faz sentido afirmar isso;
Muita gente afirma que, segundo Albert Einstein, tudo é relativo. Entretanto, não há evidências de que ele tenha sequer sugerido essa noção genérica da realidade. Para o filósofo francês Auguste Comte, “tudo é relativo; e somente isso é absoluto”. O revolucionário e teórico marxista Leon Trotsky sugeriu: “Tudo é relativo neste mundo, no qual somente a mudança é permanente.” Contudo, poderíamos questionar: Quão absoluta é a noção de que “tudo é relativo”? Conforme afirmou o próprio Einstein: “Os filósofos brincam com as palavras, como uma menina com sua boneca”. Isso não quer dizer que tudo na vida é relativo;
“Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade” (Ef 1:13).
O segredo da força e o antídoto contra o erro é a Palavra de Deus. Ela é a base. A história da ciência está recheada de nomes que criam em Deus e em Sua revelação. Como eles, mantenha sua posição de fidelidade à Bíblia diante das pressões do ceticismo. Permaneça firme e confiante no Senhor. Faça a sua parte, haja o que houver;
Nossa geração tem se apoiado no que considera ser o correto, naquilo que “sentem no coração”. Porém, a Bíblia diz que “aquele que confia em seu próprio coração é um tolo, mas o que anda em sabedoria [divina] será salvo” (Pv 28:26), e ainda diz que: “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17:9). Portanto é tolice confiar nos próprios impulsos e planos, é tolice viver sem as orientações divinas, é tolice viver sem Deus, porém, feliz é o homem constante no temor do Senhor (Pv 28:14). O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 9:10);
Quando lemos a Bíblia com uma boa frequência, nosso entendimento é renovado e uma nova maneira de pensar é estabelecida em nosso ser. Ideias, opiniões e atitudes mundanas são substituídas por aquilo que se alinha aos caminhos de Deus. Quando andamos alicerçados em nossos próprios pensamentos nos distanciamos da Palavra de Deus e daquilo que ela diz. Se não praticarmos a leitura regular da Bíblia, olharemos para o retrovisor e perceberemos o quão distantes estaremos do que elas nos ensinam. Então, o mundanismo entrará sorrateiramente e, quando cairmos em nós, perceberemos o mar de lama em que nos encontramos!
É triste, curioso ao mesmo tempo, que milhares de pessoas que se dizem cristãs ainda continuam prisioneiras de suas opiniões distorcidas, de suas crendices e de uma vida cujo estilo é o pecado. Carregam o nome de cristão, usam jargões de cristão, mas não vivem em santidade. Em vez de se deixarem instruir pela verdade, são alimentadas por toda sorte de comportamentos, pensamentos e misticismos estranhos à Bíblia. Trocam o conhecimento e graça de Cristo para se aprofundarem cada vez mais no mundanismo.
Em um mundo pós-moderno e relativista, você precisa ter um padrão que defina o que é certo e o que é errado. Esse padrão é a Bíblia. A Bíblia não diz que Jesus é apenas uma verdade, diz que Ele é A Verdade. Isso significa que Ele é a personificação da verdade e não há verdade fora d’Ele (Jo 17:17).
Como a Bíblia se descreve
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4:12).
Obsidiana é um tipo de vidro escuro, formado após a rápida solidificação de magma vulcânico. As lâminas desse material possuem um fio até 5 vezes mais delgado do que os bisturis de aço. Os médicos utilizam as lâminas de obsidiana nos procedimentos cirúrgicos por causar menor dano ao tecido orgânico, além de permitir uma cicatrização mais rápida dos ferimentos. Antigamente a obsidiana era usada em vários lugares da América e da Ásia na confecção de espelhos, esculturas e utensílios, tais como espadas, facas e pontas de flecha. Por ser um material extremamente cortante, ela foi utilizada durante séculos no abatimento de animais e na divisão de suas partes;
Uma espada de obsidiana é cortante e poderosa, mas a Bíblia pode realizar o que nenhuma ferramenta humana é capaz de fazer. Ela se descreve como “viva”. E talvez você já tenha se perguntado como isso é possível, já que foi escrita há tantos séculos. Mas Jesus afirmou: “As palavras que Eu lhes tenho falado são espírito e são vida” (Jo 6:63). Se o seu coração está partido ou se sua vida está desmoronando, Deus pode usar a Palavra para transformar sua realidade. O Antigo Testamento também afirma que a Palavra de Deus sempre cumpre seus propósitos e nunca volta vazia (Is 55:11). Davi escreveu: “O que me consola na minha angústia é isto: que a Tua palavra me vivifica” (Sl 119:50);
A palavra grega traduzida como “eficaz” é energes, da qual temos a Palavra energia. Como Ellen G. White tão apropriadamente afirma: “A energia criadora que trouxe à existência os mundos, está na Palavra de Deus. Essa Palavra comunica poder e gera vida. Cada ordenança é uma promessa; aceita voluntariamente, recebida na alma, traz consigo a vida do Ser infinito. Transforma a natureza, restaurando-a à imagem de Deus” (ED, 126). Recriação requer o poder de criação, e esse poder é encontrado na Palavra de Deus.
A imagem de uma espada afiada ou de uma “espada de dois gumes” é uma expressão comum para Palavra de Deus (Ef 6:17; Ap 1:16; 19:13-15). Essa expressão é seguida em Hebreus 4:12 por 3 pares: 1) alma e espírito; 2) juntas e medulas; 3) pensamentos e propósitos. Um estudo cuidadoso desses pares revela a profundidade de seu significado. Alma e espírito representam as faculdades espirituais; juntas e medulas as habilidades físicas; pensamentos e propósitos as faculdades mentais. A Palavra de Deus tem a capacidade criadora para transformar nossa natureza. Ela rege cada aspecto da vida e comportamento humanos;
Condição interior
“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1ª Co 2:14).
Discernimento espiritual é a capacidade de perceber e entender as realidades espirituais;
Um dos grandes propósitos da Bíblia é nos mostrar como está nosso relacionamento com Deus e como podemos fortalecê-lo. Se o seu coração estiver aberto ao Espírito Santo, se você se aproximar da Palavra com humildade, você sempre será transformado. Talvez essa transformação não seja visível de um dia para o outro muitas vezes, ela acontece aos poucos, de forma quase imperceptível. Mas ela acontece, e tudo depende da sua fé e das suas expectativas. A boa notícia é que, mesmo que sua fé seja pequena, Deus pode fortalecê-la (Mc 9:24), mesmo que pareça do tamanho de uma sementinha de mostarda (Lc 17:6);
Nós devemos ler a Bíblia, em primeiro lugar, com oração, para que o seu texto deixe de ser um texto qualquer, e tenhamos um professor atrás de nossos ouvidos nos dando o entendimento desse texto. Em segundo lugar, temos que ser humildes diante do texto bíblico para que ele se torne em um espelho e que mostre onde estamos certos e onde estamos errando. Alguns veem só o que querem ver, e não veem o que O Espírito Santo lhes gostaria de mostrar. E em terceiro lugar, devemos ser corajosos, e ter disposição para mudar em nossa vida aquilo que descobrirmos, pelo estudo da Bíblia, que deve ser mudado. Uma das coisas mais difíceis para o ser humano é mudar hábitos, principalmente os maus;
As palavras que lemos na Bíblia vieram do próprio Deus. Ele as enviou especialmente para nós e para todas as pessoas que O buscam. Quando as lemos com um coração sincero e aberto, em espírito de oração, essas palavras jamais voltam vazias.
Conclusão:
O papel principal da Palavra de Deus é nos alimentar espiritualmente para nos manter vivos. Os israelitas aprenderam essa importante lição espiritual quando passaram por fome física no deserto. A interpretação de Moisés sobre o milagre do maná reflete essa noção: “Para que vocês compreendessem que o ser humano não viverá só de pão, mas de tudo o que procede da boca do Senhor” (Dt 8:3). Jesus estava faminto no deserto quando proferiu esse princípio ao diabo (Mt 4:4). Ouvimos a mesma ideia na epístola de Pedro, em que ele compara a Palavra de Deus ao leite que alimenta e nutre recém-nascidos famintos: “Para que, por ele, lhes seja dado crescimento para a salvação” (1Pe 2:2; Hb 5:13). Esses exemplos bíblicos nos alertam para uma condição importante que precisamos ter a fim de participar do alimento espiritual da Palavra de Deus: devemos nos aproximar da Palavra com a consciência de nossa necessidade. Devemos vir com fome e sede; caso contrário, não valorizaremos a vital necessidade do sustento espiritual, nem provavelmente o apreciaremos ou tiraremos proveito dele. Se você sente que sua alma está vazia e faminta, abra a Palavra viva.
Louvo a Deus pelas maravilhosas lições que podemos aprender de Sua Palavra, e é por isso que sou apaixonado pela Escola Sabatina!#lesadv